segunda-feira, 6 de julho de 2009

A Grande Concentração Humana

Os climas frios são dificilmente suportados pelo Homem, não só pela longa duração do Inverno e pelo rigor das suas temperaturas, como também pelos baixos níveis de luminosidade. Por outro lado, as actividades económicas são fortemente limitadas. A fraca luminosidade, as baixas temperaturas e a constante camada de gelo sobre o solo impedem o desenvolvimento de urna cobertura vegetal e, como tal, a prática da agricultura.Existem pequenos grupos naturalmente adaptados a estas condições naturais que vivem sobretudo da pesca e da caça. Também o grande desenvolvimento tecnológico permite criar condições arti­ficiais de forma a fixar o Homem nestas regiões. Contudo, os custos são de tal forma elevados que só pequenas comunidades de cientistas se fixam temporariamente nestas regiões.As regiões desérticas são caracterizadas por elevadas temperaturas e pela escassez de água.A água é um elemento fundamental nos organismos vivos e a sua inexistência impossibilita a vida a qualquer espécie animal ou vegetal. Assim estas regiões são caracterizadas pela ausência de população que não encontra nestas regiões qualquer forma de subsistência, urna vez que a agricultura é uma activida­de impossível. Contudo, sempre que nessas regiões surge água, agrupam-se pequenas comunidades que praticam uma agricultura intensiva numa área muito restrita — são os oásis.Estas regiões são caracterizadas por elevados valores de temperatura, precipitação e humidade durante todo o ano. Estas são as condições ideais para o desenvolvimento da vegetação, dando origem ao apareci­mento de florestas muito densas (das quais a mais conhecida é a floresta amazónica, situada na América do Sul). A densidade das árvores, que nesta região atinge muitos metros de altura, é de tal forma elevada que as suas copas formam um tecto contínuo impedindo a penetração da luz até ao solo. Deste modo torna-se impossível ao Homem viver nestas regiões.O calor e a humidade são também elementos favoráveis ao desenvolvimento de microrganismos causa­dores de doenças, constituindo-se, assim, um meio insalubre e desfavorável à presença humana.

Embora pouco atractivas, estas regiões não são tão repulsivas como as apontadas anteriormente e, apesar dos solos serem pobres, a actividade agrícola é possível com uma tecnologia adequada e cultu­ras mais adaptadas ao clima.As regiões de montanha são normalmente áreas pouco povoadas. Isto porque a altitude afecta o normal funcionamento do organismo humano em virtude da diminuição da pressão atmosférica, da temperatura e da proporção de oxigénio no ar. Em altitudes superiores a três mil metros o homem cansa-se facilmente, pelo que o trabalho se torna quase impossível de praticar.

Assim, a cordilheira dos Himalaias, na Ásia, as montanhas do Quilimanjaro, em África, os Alpes e os Pirinéus, na Europa, as montanhas Rochosas e os Apalaches, na América do Norte, e a cordilheira dos Andes, na América do Sul, são autênticos desertos humanos.

Apesar de haver excepções, o Homem tem manifestado sempre a sua preferência pelas regiões bai­xas, mais fáceis de cultivar e irrigar e próximas da costa ou de rios navegáveis.

Pesquisa feita por : Talita e Felipe



Os Grandes Vazios Humanos.


Regiões polares e subpolares:

  • A precipitação é escassa e a temperatura média anual é muito baixa;
  • O inverno é longo e durante um certo período do ano, não há iluminação solar;
  • Os solos permanecem gelados durante quase todo o ano, o que dificulta o crescimento da vegetação.

Os desertos quentes:

  • A precipitação é rara, pelo que existe uma enorme escassez de água;
  • A temperatura média anual é elevada e registem-se grandes amplitudes térmicas diunas;
  • Predominam as dunas de areia e os solos pedregosos, com afloramentos de rocha nua.

As florestas equatoriais:

  • A precipitação é muito abundante e as temperaturas são elevadas durante todo o ano, o que permite o desenvolvimento de uma vegetação muito densa;
  • Junto ao solo, há uma grande falta de luz e também de espaço pela enorme quantidade de espécies dos estratos inferiores;
  • O ambiente quente e húmido favorece a proliferação de insectos e bactérias responsáveis pela tramissão de doenças infecciosas, como a malária e a febre amarela;
  • Os solos , quando perdem a cobertura vegetal, são rapidamente arrastadas pelas chuvas intensas destas regiões.


As cordilheiras montanhosas:

  • O clima rigoroso, com baixas temperaturas e queda de neve frequente;
  • A escassez de oxigénio, devido à rarefacção do ar com a altitude;
  • As grandes desníveis e a acentuada inclinação das vertentes ;
  • Os solos pobres e cdemasiaso pedregosos.

FIQUE ESPERTO ! AIDS E GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA.

Introdução : Sabendo mais sobre Aids e HIV

A sigla Aids significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. O vírus da Aids é conhecido como HIV e encontra-se no sangue, no esperma, na secreção vaginal e no leite materno das pessoas infectadas pelo vírus. Objetos contaminados pelas substâncias citadas, também podem transmitir o HIV, caso haja contato direto com o sangue de uma pessoa.

Após o contágio, a doença pode demorar até 10 anos para se manifestar. Por isso, a pessoa pode ter o vírus HIV em seu corpo, mas ainda não ter Aids. Ao desenvolver a Aids, o HIV começa um processo de destruição dos glóbulos brancos do organismo da pessoa doente. Como esses glóbulos brancos fazem parte do sistema imunológico ( de defesa ) dos seres humanos, sem eles, o doente fica desprotegido e várias doenças oportunistas podem aparecer e complicar a saúde da pessoa. A pessoa portadora do vírus HIV, mesmo não tendo desenvolvido a doença, pode transmiti-la.


Formas de Contágio

A Aids é transmitida de diversas formas. Como o vírus está presente no esperma, secreções vaginais, leite materno e no sangue, todas as formas de contato com estas substâncias podem gerar um contágio. As principais formas detectadas até hoje são : transfusão de sangue, relações sexuais sem preservativo, compartilhamento de seringas ou objetos cortantes que possuam resíduos de sangue. A Aids também pode ser transmitida da mãe para o filho durante a gestação ou amamentação.


Principais Sintomas da Aids

Um portador do vírus da Aids pode ficar até 10 anos sem desenvolver a doença e apresentar seus principais sintomas. Isso acontece, pois o HIV fica "adormecido" e controlado pelo sistema imunológico do indivíduo. Quando o sistema imunológico começa ser atacado pelo vírus de forma mais intensa, começam a surgir os primeiros sintomas. Os principais são: febre alta, diarréia constante, crescimento dos gânglios linfáticos, perda de peso e erupções na pele. Quando a resistência começa a cair ainda mais, várias doenças oportunistas começam a aparecer: pneumonia, alguns tipos de câncer, problemas neurológicos, perda de memória, dificuldades de coordenação motora, sarcoma de Kaposi (tipo de câncer que causa lesões na pele, intestino e estômago). Caso não tratadas de forma rápida e correta, estas doenças podem levar o soropositivo a morte rapidamente.


Formas de Prevenção

A prevenção é feita evitando-se todas as formas de contágio citadas acima. Com relação a transmissão via contato sexual, a maneira mais indicada é a utilização correta de preservativos durante as relações sexuais. Atualmente, existem dois tipos de preservativos, também conhecidos como camisinhas : a masculina e a feminina. Outra maneira é a utilização de agulhas e seringas descartáveis em todos os procedimentos médicos. Instrumentos cortantes, que entram em contato com o sangue, devem ser esterilizados de forma correta antes do seu uso. Nas transfusões de sangue, deve haver um rigoroso sistema de testes para detectar a presença do HIV, para que este não passe de uma pessoa contaminada para uma saudável.


Tratamento

Infelizmente a medicina ainda não encontrou a cura para a Aids. O que temos hoje são medicamentos que fazem o controle do vírus na pessoa com a doença. Estes medicamentos melhoram a qualidade de vida do paciente, aumentando a sobrevida. O medicamento mais utilizado atualmente é o AZT ( zidovudina ) que é um bloqueador de transcriptase reversa. A principal função do AZT é impedir a reprodução do vírus da Aids ainda em sua fase inicial. Outros medicamentos usados no tratamento da Aids são : DDI ( didanosina ), DDC ( zalcitabina ), 3TC ( lamividina ) e D4T ( estavudina ). Embora eficientes no controle do vírus, estes medicamentos provocam efeitos colaterais significativos nos rins, fígado e sistema imunológico dos pacientes.


Cientistas do mundo todo estão trabalhando no desenvolvimento de uma vacina contra a Aids. Porém, existe uma grande dificuldade, pois o HIV possui uma capacidade de mutação muito grande, dificultando o trabalho dos cientistas no desenvolvimento de vacinas.


Você sabia?

- Dia 1 de dezembro comemora-se o Dia Mundial de Luta contra a Aids


GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA.


Denomina-se gravidez na adolescência a gestação ocorrida em jovens de até 21 anos que encontram-se, portanto, em pleno desenvolvimento dessa fase da vida – a adolescência. Esse tipo de gravidez em geral não foi planejada nem desejada e acontece em meio a relacionamentos sem estabilidade. No Brasil os números são alarmantes. Cabe destacar que a gravidez precoce não é um problema exclusivo das meninas. Não se pode esquecer que embora os rapazes não possuam as condições biológicas necessárias para engravidar, um filho não é concebido por uma única pessoa. E se é à menina, que cabe a difícil missão de carregar no ventre, o filho, durante toda a gestação, de enfrentar as dificuldades e dores do parto e de amamentar o rebento após o nascimento, o rapaz não pode se eximir de sua parcela de responsabilidade. Por isso, quando uma adolescente engravida, não é apenas a sua vida que sofre mudanças. O pai, assim como as famílias de ambos também passam pelo difícil processo de adaptação a uma situação imprevista e inesperada.

Diante disso cabe nos perguntar: por que isso acontece? O mundo moderno, sobretudo no decorrer do século vinte e início do século vinte e um vem passando por inúmeras transformações nos mais diversos campos: econômico, político, social.

Essa situação favoreceu o surgimento de uma geração cujos valores éticos e morais encontram-se desgastados. O excesso de informações e liberdade recebida por esses jovens os levam à banalização de assuntos como o sexo, por exemplo. Essa liberação sexual, acompanhada de certa falta de limite e responsabilidade é um dos motivos que favorecem a incidência de gravidez na adolescência.
Outro fator que deve ser ressaltado é o afastamento dos membros da família e a desestruturação familiar. Seja por separação, seja pelo corre-corre do dia-a-dia, os pais estão cada vez mais afastados de seus filhos. Isso além de dificultar o diálogo de pais e filhos, dá ao adolescente uma liberdade sem responsabilidade. Ele passa, muitas vezes, a não ter a quem dar satisfações de sua rotina diária, vindo a procurar os pais ou responsáveis apenas quando o problema já se instalou.
A desinformação e a fragilidade da educação sexual são também questões problemáticas. As escolas e os sistemas de educação estão muito mais preocupados em dar conta das matérias cobradas no vestibular, como: física, química, português, matemática, etc., do que em discutir questões de cunho social. Dessa forma, temas como sexualidade, gravidez, drogas, entre outros, ficam restritos, quase sempre, aos projetos, feiras de ciência, semanas temáticas, entre outras ações pontuais. Os governos, por sua vez, também se limitam às campanhas esporádicas. Ainda assim, em geral essas campanhas não primam pela conscientização, mas apenas pela informação a respeito de métodos contraceptivos. Os pais, como já foi dito anteriormente, além do afastamento dos filhos, enfrentam dificuldades para conversar sobre essas questões. Isso se dá devido a uma formação moralista que tiveram. Diante dessa realidade o número de pais e mães adolescentes cresce a cada dia.


COMO EVITAR?


É muito comum ouvir nas ocasiões em que se discute esse assunto com os adolescentes, perguntas do tipo: o asseio íntimo com ducha vaginal depois da relação sexual previne a gravidez? Quando a relação é em pé há risco de engravidar? Uma menina pode engravidar na sua primeira transa? E muitas outras perguntas e afirmações mitológicas sobre como não engravidar. A resposta a todas essas questões postas acima é única. Em todas as situações há risco de engravidar sim.
Não importa que tipo de asseio se faça depois do ato sexual. O espermatozóide é lançado no canal vaginal durante a ejaculação ou até mesmo antes, no líquido lubrificante produzido pelo homem. Isso significa que na hora do asseio eles já estão bem longe do alcance de uma ducha íntima. O fato da transa ser em pé, de lado ou em qualquer outra posição também não altera em nada o percurso dos espermatozóides até o óvulo. Também não se pode pensar que porque é a primeira vez de uma garota os espermatozóides fiquem “cerimoniosos” e resolvam voltar sem fecundar o óvulo. Até mesmo porque eles não teriam para onde voltar não é verdade?
Outras garotas ao iniciarem sua vida sexual tomam decisões como: só praticar sexo anal; só transar durante a menstruação; fazer tabelinha; pedir ao parceiro que utilize o coito interrompido1, entre outras estratégias equivocadas, que passam de boca-em-boca como eficientes.Tudo bem, sexo anal não engravida porque é anatomicamente impossível: não há como o espermatozóide migrar do canal retal para o vaginal. Porém, há que se ter cuidado com o líquido expelido pelo pênis durante a excitação. Esse líquido pode conter espermatozóides que em contato com a vagina podem ter acesso ao óvulo mesmo não havendo penetração vaginal. Outro fator também tem que ser considerado. Não se pode optar pelo sexo anal se essa não é uma escolha, se a experiência não é agradável aos dois e sim porque é mais seguro.
O Coito interrompido é outra opção que não convém, pois no momento máximo da excitação pode não dar tempo de realizar o procedimento ou mesmo que tudo ocorra bem bastaria que uma gotícula de esperma caísse na vagina para que houvesse risco de gravidez.


Denomina-se coito interrompido a ação do homem de retirar o pênis da vagina durante a penetração para ejacular o sêmen fora.

A tabelinha também é um método arriscado, sobretudo no início da vida sexual e sem acompanhamento de um profissional. Esse é um recurso usado como paliativo e sempre orientado por um médico e acompanhado de outros métodos contraceptivos. Assim como no caso da transa durante a menstruação o fator regularidade do ciclo menstrual é fundamental, o que significa dizer que se o ciclo for irregular não dá para confiar nesses métodos.
Diante disso só o acesso à informação, a educação, assim como a conscientização e a orientação para o uso de contraceptivos, são as únicas formas de combater e prevenir a gravidez na adolescência. Tudo isso, porém, só será possível através da associação de ações educacionais e de saúde pública. Não basta ter a informação se o acesso a uma consulta, um aconselhamento, ou a uma cartela de camisinhas é truncado.


MÉTODOS CONTRACEPTIVOS



Espermicida

Espermicida é um produto, uma espécie de gel, comprado em farmácias sem a necessidade de receitas médicas e utilizado para matar ou imobilizar os espermatozóides evitando que eles cheguem ao óvulo. É aplicado na vagina pouco antes da relação sexual, mas não oferece o mesmo grau de proteção que a camisinha, por exemplo. O ideal é que seja usado junto com a camisinha aumentando assim sua eficácia.

Diafragma

O diafragma é outro método ideal que cãs bem com o espermicida. Aliás, ele só funciona assim. É um objeto côncavo, arredondado e de bordas, feito de borracha flexível. Para utilizá-lo é necessário aplicar-lhe o espermicida e em seguida inseri-lo no canal vaginal. Ele funciona como uma barreira de proteção do útero.


Camisinha


É o método contraceptivo mais seguro chegando a oferecer 90% de segurança em relação a gravidez. Além da gravidez previne também todo tipo de doença sexualmente transmissível. Além disso, pode ser utilizada tanto pelo parceiro (camisinha masculina) quanto pela parceira (camisinha feminina). Outra vantagem é que sua aquisição é fácil. Tanto pode ser adquirida gratuitamente nos postos de saúde como comprada a um preço módico em supermercados e farmácias. O único cuidado que deve ser tomado é o de observar se o produto tem o selo do imetro e se está dentro da data de validade.

Pílulas anticoncepcionais

Um dos métodos contraceptivos mais populares as pílulas ocupam o primeiro lugar no ranking dos métodos mais usados pelas meninas. Isso acontece, primeiro porque sua fama de método seguro é grande, segundo porque o acesso a esse produto também é muito fácil. Embora isso seja errado a maioria das farmácias não pede receita médica no ato da compra e muitas mulheres fazem uso desse medicamento sem orientação médica. É importante salientar que essa atitude não deve ser cultivada. O uso de qualquer medicamento por iniciativa própria é arriscado à saúde. As pílulas costumam provocar efeitos colaterais como aumento ou redução de peso, dores de cabeça, náuseas, tonturas, entre outros.



Pesquisa feita por : Chaiane e Rayane








População mundial passará de 7 bilhões em 2012


A População Mundial chegará aos sete bilhões em 2012, segundo a última projeção do Escritório do Censo americano, que analisa diferentes fatores que afetam o crescimento demográfico em 226 países. Assim, em 13 anos a população mundial passará a ter um bilhão de habitantes a mais. Atualmente há 6,7 bilhões de pessoas no mundo, e os países mais povoados são China, Índia e Estados Unidos, nesta ordem. No entanto, o Escritório assinalou que a população mundial está crescendo a um ritmo mais lento na primeira metade do século 21 que durante a segunda metade do século 20, época na qual a população dobrou. O órgão situa o crescimento da população mundial em 1,2% ao ano e prevê que diminua para 0,5% em 2050.
Outro dos fatores que influenciam no crescimento do número de habitantes no planeta é o aumento da esperança de vida. Cerca de 1,5% da população mundial atual tem 80 anos ou mais — dos quais mais da metade vivem nos países desenvolvidos — e prevêem que até 2050 o número aumente para 5% do total da população. Os especialistas calculam que 10% da população nos países desenvolvidos terão mais de 80 anos e que três em cada quatro idosos viverão nos países menos desenvolvidos. O Escritório do Censo oferece informação sobre o crescimento da população, para o que analisa a composição por idade, sexo, a mortalidade, a fecundidade e a migração líquida de 226 países. As estimativas e projeções demográficas mundiais incluem o impacto do HIV e da Aids.
A porcentagem de idosos trabalhando vai mais do que duplicar em 2050 em todo o mundo, alcançando mais de 25% da força de trabalho global.Com a queda das taxas de fertilidade em muitos países ricos, acredita-se que o número de idosos que continuam trabalhando deve aumentar significativamente nos próximos 40 anos.A Comissão Européia prevê que, em termos absolutos, o aumento da dependência de trabalhadores com 65 anos ou mais será maior no Japão, subindo de 35,1% em 2010 — quando já será a maior do mundo –, para 73,8% em 2050. A essa altura, 38,8% da força de trabalho da China será formada por idosos. Em 2050, a União Européia terá 148,4 milhões de idosos. Em 2008, este número foi de 84,6 milhões.
A população brasileira vai começar a diminuir a partir da década de 2060, segundo estimativa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base na contagem da população que está senda realizada pelo órgão.

O presidente do IBGE, Eduardo Nunes, disse que essa mudança se deve à queda na taxa de fecundidade da população, principalmente nas zonas rurais das cidades do interior do país e no Nordeste.

“Até a década de 60 deste século, a população brasileira continuará crescendo, mesmo que num ritmo menor. Mas dentro de uns 50 anos teremos uma redução da população”, disse Nunes em entrevista à Globo News.

“Nas regiões Sul e Sudeste mantém-se o processo de redução da fecundidade. Mas isso também está se acelerando na região Nordeste brasileira”, afirmou.


Ele afirmou também que os dados apurados até o momento surpreenderam o instituto, que esperava encontrar nos municípios com até 170 mil habitantes (alvo do levantamento) um número maior de brasileiros.


Pesquisa feita por: Rafael Mesquita e Felipe Guimarães



Teorias demográficas

Teoria Malthusiana

A teoria demográfica formulada pelo economista inglês Thomas Robert Malthus (1776-1834) foi publicada em 1798, no livro Ensaio sobre o princípio da população. Segundo Malthus, a população mundial cresceria em um ritmo rápido, comparado por ele a uma progressão geométrica (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64...), e a produção de alimentos cresceria em um ritmo lento, comparado a uma progressão aritmética (1, 2, 3, 4, 5, 6...).Assim, segundo a visão de Malthus, ao final de um período de apenas dois séculos, o crescimento da população teria sido 28 vezes maior do que o crescimento da produção de alimentos. Dessa forma, a partir de determinado momento, não existiriam alimentos para todos os habitantes da Terra, produzindo-se, portanto, uma situação catastrófica, em que a humanidade morreria de inanição.

Malthus chegou a propor como única solução - para o problema da defasagem entre população e alimentos - o que ele chamou de "sujeição moral", ou seja, a própria população deveria adotar uma postura de privação voluntária dos desejos sexuais, com o objetivo de reduzir a natalidade, equilibrando o crescimento demográfico com a possibilidade de expansão da produção de alimentos.Naquela época, a obra fez muito sucesso, mas hoje suas idéias são consideradas ultrapassadas pela maioria dos estudiosos. Para os críticos de Malthus, não se elimina a falta de alimentos diminuindo o número de nascimentos entre a população mundial, mas redistribuindo a riqueza produzida no mundo.

Na realidade, ocorre grande concentração de alimentos nos países ricos e, consequentemente, má distribuição nos países pobres. Porém, em nenhum momento a população cresceu conforme o cálculo de Malthus.

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Teoria Neomalthusiana

É uma teoria que começa a se desenvolver nas primeiras décadas do século 20, baseada no pensamento de Malthus, razão pela qual passou a ser denominada de neomalthusiana.

O neomalthusianismo somente se firmou entre os estudiosos da demografia após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), em função da explosão demográfica ocorrida nos países subdesenvolvidos. Esse fenômeno foi provocado pela disseminação, nos países subdesenvolvidos, das melhorias ligadas ao desenvolvimento da medicina, o que diminuiu a mortalidade sem, no entanto, que a natalidade declinasse.Os neomalthusianos analisam essa aceleração populacional segundo uma ótica alarmista e catastrófica, argumentando que, se esse crescimento não for impedido, os recursos n

aturais da Terra se esgotarão em pouco tempo.

Para conter o avanço populacional, esses teóricos utilizam várias propostas, principalmente a da adoção de políticas visando o controle de natalidade, que se popularizaram com a denominação de Planejamento Familiar.

Algumas medidas adotadas por entidades mundiais (ONU, FMI, Banco Mundial, UNICEF, entre outros) nos países subdesenvolvidos, ajustadas a cada população, são exemplos de políticas de controle de natalidade: esterilização em massa de populações pobres (como foi feito na Índia e na Colômbia); distribuição gratuita de anticoncepcionais; assistência médica para uso de dispositivos intrauterinos (DIUs); divulgação de um modelo de família bem-sucedida, com no máximo dois filhos, em programas de televisão, na publicidade e no cinema.

Teoria Reformista

As idéias básicas desta teoria são todas contrárias às de Malthus: sua principal afirmação nega o princípio malthusiano, segundo o qual a superpopulação é a causa da pobreza. Para os reformistas, é a pobreza que gera a superpopulação.De acordo com a teoria reformista, se não houvesse pobreza as pessoas teriam acesso a educação, saúde, higiene, etc., o que regularia, naturalmente, o crescimento populacional. Portanto, é exatamente a falta dessas condições o que acarreta o crescimento desenfreado da população.

Neste caso, é necessário explicar a origem da pobreza: os reformistas atribuem sua origem à má divisão de renda na sociedade, ocasionada, sobretudo, pela exploração a que os países desenvolvidos submetem os países subdesenvolvidos. Assim, a má distribuição de renda geraria a pobreza - e esta, por sua vez, geraria a sup erpopulação.

Outra crítica dos estudiosos reformistas aos malthusianos diz respeito ao crescimento da produção. Como vimos, para Malthus esta crescia em ritmo inferior ao da população. Para os reformistas, contudo, isso também não é verdadeiro, pois, com o início da revolução industrial e a consequente revolução tecnológica, tanto a agricultura quanto a indústria aumentaram sua capacidade produtiva, resolvendo, dessa forma, o problema da produção.

Os reformistas defendem que os governos deveriam implantar uma política de reformas sociais - na tecnologia, para aumentar a produção e resolver definitivamente o problema da sobrevivência humana, e na distribuição da renda, visando o acesso da maioria às riquezas produzidas. Só assim o problema da pobreza se resolveria. E, resolvendo o problema da pobreza, se resolveria também o problema da superpopulação. Ou seja, não haveria mais desequilíbrio entre uma e outra.

A má distribuição da renda intensifica a pobreza



















Pesquisa feita por: Andreza e Eline